sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

"MEU MAIOR E MELHOR PRESENTE"

Para minha grande e maravilhosa supresa, eis que no meio da minha looonga viagem pela Europa eu recebo do meu pai a notícia de que ele havia escrito para mim um texto, especialmente para publicar neste blog (que, no momento, está às moscas pela falta de  tempo e cabeça! rsrs). Quando perguntei sobre o que era o texto, ele disse: "você"! Assim que ele me disse isso, tive a certeza de que iria chorar horrores... Não deu outra! Minhas lágrimas escorriam pelo meu rosto sem que eu pudesse controlá-las... Muita emoção!

Então, atendendo ao pedido de papi, aí vai uma publicação mais que especial, a que ele deu o título de "MEU MAIOR E MELHOR PRESENTE":

Hoje são 26/01/2011, 23h06, você se encontra na Europa e por aqui veio a vontade de escrever sobre o maior presente que essa vida me deu. No dia 28/04/1987, às 07h57, quando você chegou, tinha 18 anos, ainda um adolescente (apesar da minha cabeça de velho) e fiquei extremamente feliz, pois viestes perfeita e com saúde. Apesar da pouca idade, uma certeza tinha comigo: seria totalmente presente no seu dia a dia. De início, isso não ocorreu, pois além de trabalhar, fazia faculdade à noite, ou seja, saía de casa e a deixava dormindo, chegava em casa e a encontrava dormindo... Não estava certo! Decidi mudar isso e larguei a faculdade...  Melhor decisão que tomei, pois passei a vê-la e curti-la todos os dias.

Infelizmente, as melhores coisas que ocorrem em nossa vida passam muito rápido e certas coisas parecem que foram ontem, tipo: você com pouco mais de 1 ano (miudinha) sentada em um carrinho de mercado tagarelando sem parar e uma senhora admirada pergunta se você “era de verdade”;  comigo na praia, no meu colo, pulando ondas; no “Rabba Shopping” todos os domingos; no Chico Cheese; estudando matemática (você não gostava, lembra???); te ensinando o significado dos palavrões; deixando sua mãe embaraçada com perguntas sobre sexo e ela dizendo “pergunta pro seu pai”; indo para a escola de ônibus sozinha; estrelando no cinema e no teatro (sem esquecer os anos de testes para tal); dispensando a Globo para estudar (personalidade!!!); enfim... Uma vida que acompanho, de que me orgulho e tenho o privilégio de fazer parte. Sempre procurei ter em você uma amiga e assim sempre foi, nunca deixando de ser pai.

Hoje você já é uma mulher (23 anos) e a qualquer momento irá ganhar o mundo, criará sua própria vida (trabalho, casa, família...), viverá a SUA vida. Faz parte do ciclo da vida, como seus avós sempre disseram: “devemos criar nossos filhos para o mundo, porque eles não nos pertencem”. Mas, sempre que precisar, estarei por aqui.

Nossa Amizade é muito linda e transcende essa vida.

Se posso dizer que tenho uma certeza nessa vida é que, da união com a sua mãe, fomos abençoados e agraciados pela Providência Divina tendo nos enviado você, meu MAIOR e MELHOR presente.

Te amo, amamos demais !!!

Seu Amigo Pailo, quer dizer, Paulo.

domingo, 2 de janeiro de 2011

TUDO é metáfora!


Há poucos dias me aconteceu algo que me deu vontade de escrever. Escrever para o blog um texto que pensei em chamar “Tudo é metáfora”. Mas, enfim, acabei não fazendo isso...

Hoje, no entanto, outra história se desenrolou comigo e me despertou essa mesma vontade, então de repente fez sentido escrever tudo num texto só... Afinal, tudo É metáfora!

Nesta semana, fui ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro e tive que entrar em uma looonga fila para pegar o ingresso para a atração que havia ido ver. O dia estava tão lindo! Calorento! Céu azulzinho, sem quase nenhuma nuvem. Me chamou a atenção a imagem do alto daqueles prédios antigos, de arquitetura magnífica, misturada à da copa das árvores verdinhas! Essa visão me fez pensar sobre as belezas que temos na nossa cidade e que não paramos para apreciar. Eu pensei: “-Na semana que vem, vou estar que nem uma louca pelas ruas da Europa justamente tomando cuidado para não perder nenhuma pontinha de nenhum prédio ou árvore ao meu redor... Por que não tirar fotos da minha cidade?!” Eu estava com a minha câmera na bolsa (coisa rara!), então aproveitei para tirar umas fotos... Mas a fila estava andando e, com isso, na ânsia de seguir o movimento das pessoas sem gerar confusão ou atrapalhar ninguém, eu andava também e perdia alguns ângulos únicos que tive tanta vontade de captar! Neste exato instante, pensei: isso é a vida! Esta é uma bela metáfora da vida!

Andamos sempre em fila, seguindo com a corrente e, muitas vezes, queremos simplesmente parar para apreciar a paisagem, mas quase nunca o fazemos, pois estamos simplesmente ocupados demais com nossas obrigações para fazermos isso.

Isso me fez pensar sobre como é bom, de vez em quando, simplesmente parar um pouco e sair da fila! Mais que tudo, isso é viver de verdade!

Agora, a outra coisa que aconteceu foi que hoje eu me apaixonei! Me apaixonei perdidamente por um pequeno cachorrinho chamado Lince (Um Yorkshire de pelos aparados muito engraçado e de olhos tão meiguinhos...). Ele estava em meio a vários outros cachorros e, logo de cara, eu não lhe dei muita atenção. Falei com ele como falei com todos os outros... Depois de um certo tempo, no entanto, comecei a olhá-lo de modo diferente e, quase sem querer, me peguei sentada no chão da cozinha onde ele estava só para estar perto dele, afinal ele não podia sair dali... Curtimos muito a companhia um do outro e ele correspondeu à minha atenção! Quando tive que sair dali, percebi que ele queria ir atrás de mim... De início, hesitei, pois não sabia se era certo tirá-lo dali, mas depois de certo tempo simplesmente não resisti! Peguei-o no colo e levei para o local onde eu estava... E ele simplesmente não saiu mais de perto de mim! Não de um jeito grudento e incômodo, mas de um jeito doce e encantador. Quando eu menos esperava, onde eu ia, ele ia também! Acontece que o tempo foi passando e meu coração foi ficando apertado, pois eu sabia que logo eu teria que ir embora e provavelmente nunca mais o veria... Por quê? Esse cachorrinho se tratava de um hóspede no canil da minha tia, um cachorrinho que estava passando um tempo ali, mas que já tinha um dono, uma família...! Eu simplesmente adorei o tempo que passamos juntos! Sua fidelidade a mim, independentemente de todas as pessoas que estavam ali presentes, o afeto, o doce “querer estar perto”... Mas, a qualquer momento, aquilo teria que acabar. E assim aconteceu. Na hora de ir embora, eu o abracei no meu colo e, como se ele estivesse me compreendendo, disse a ele que o amava e que nunca o esqueceria... E, então, parti. Parti, mas não sem antes vê-lo parado, no portão da casa, me acompanhando com o olhar até desaparecer... Parece bobo, mas aquilo me emocionou tanto! Será que ele estava se sentindo da mesma forma que eu? Em um momento anterior em que estava comentando com meu pai sobre o impacto que aquele carinho estava tendo sobre mim, ele simplesmente brincou: “-O quê? Vai dizer que tem algo transcendental nisso?” E eu respondi: “Ah, por que não?! Ele pode ter sido meu na outra encarnação...”

Enfim... Isso pra mim é METÁFORA!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Uma publicação IRIRI! ^__~

Pela primeira vez, tenho a imensa honra de publicar no meu tão amado blog o texto de uma amiga. Ela também tem um blog e escreve lá de vez em quando... Assim como eu, escreve seus desabafos... Mas este texto... Ah! Este texto! Como nenhum outro que ela escreveu, me tocou e emocionou demais! Por isso, pedi a ela autorização para publicá-lo aqui, pois ele tem que ser lido por todos!

Minha Juju amada com um sorriso bem bobão

Hoje eu estou com um sorriso bobo  
(por Juliana Moura)
 
Eu não queria ser abelha por causa do ferrão, muito menos ser flor, porque murcha. Nunca sonhei em ser estrela, porque de dia não teria brilho. Nem ser brigadeiro, que é quase unânime e enjoativo.

Eu queria mesmo era ser borracha pra poder apagar, ser piada pra fazer sorrir, ser foto pra registrar pra sempre.
...
Pensando bem... seria o máximo ser pássaro e poder voar; ser blush para corar as maçãs, ser força pra não deixar perder.
Eu quero (queria/quererei) tantas coisas. Mas, na verdade, penso que me bastaria apenas aceitar. Aceitar! Isso mesmo.

Aceitar que é lindo colher o pólen, que quem ama ou já amou suspira com flores, que é uma delícia olhar para o céu e contar as estrelas e que festa sem brigadeiro não tem a menor graça.

Eu aceito a condição de que viver é escrever sem borracha e que este é o grande presente que permite o crescimento atual. Eu aceito que odeio humor negro e que certas palavras são mais duradouras do que muitas imagens.

Pensando ainda mais, aceito que não sou pássaro, mas sonho com o meu ninho. E que estar apaixonada deixa a alma corada sem ajuda de maquiagem. Mesmo considerando que é preciso ter força, aceito que a fragilidade tem o seu charme.

Hoje eu estou com um sorriso bobo que apareceu depois de umas lágrimas doídas. Ando reinventando o meu conceito de viver. Tenho medo, e não nego! Mas esse friozinho na barriga vale mais do que muita montanha russa.

Hoje eu queria ser muitas coisas e, no meio do caminho, entendi que, na verdade, preciso aceitar tantas outras. 

Hoje a minha alma deu um estirão e eu estou me sentindo grandona, tipo adolescente desengonçada. E apesar das adversidades... hoje o meu sorriso bobo e eu só queremos viver!

In the heat of summer sunshine...

"Everyone's changing, I stay the same
I'm... a solo cello outside a chorus
I've got a secret
It's time for me to tell that you've been keeping me warm

To sweet beginnings and bitter endings
In coffee city, we borrowed heaven
Don't give it back, I've never felt so wanted
Are you taking me home?

You tell me you have to go...

In the heat of summer sunshine
I miss you like nobody else
In the heat of summer sunshine
I kiss you, and nobody needs to know"

The Corrs - Summer Sunshine

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Uma vez eu ouvi num filme...


I carry your heart with me (por E. E. Cummings)


I carry your heart with me (I carry it in
my heart) I am never without it (anywhere
I go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
I fear
no fate (for you are my fate, my sweet) I want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

Here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

I carry your heart (I carry it in my heart)


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Hoje

Eu sou apenas uma menina. Eu não sei nada da vida ainda. Tenho a minha forma de interpretar as situações, mas sei que ainda sou muito crédula e ingênua. Acredito no singular e no especial. Em geral, tendo a acreditar na boa intenção e no bom coração das pessoas. Julgo as pessoas por mim... E sonho! Sonho muito.

Hoje, sou a menina que sonha com uma vida aventureira, que não pensa em ter filhos nem em se casar, que quer buscar independência e viver ajudando a quem precisa. Mas, ainda assim, sou só uma menina. Eu preciso de colo. E eu vou precisar parar um dia e deixar que alguém cuide de mim, alguém que se preocupe em realizar meus sonhos, em caminhar de mãos dadas.

Não há espaço para NUNCAS na vida. Mas ainda que estejamos dispostos a experimentar coisas novas, nossa alma nos impõe os limites da nossa natureza. Uma certa hora paramos para olhar para nós mesmos e estamos simplesmente cansados, com aquela pergunta em mente: quem sou EU? Onde EU estou?

Eu me conheço suficientemente para saber os meus limites. Não significa que não esteja disposta a ultrapassá-los, mas o preço a se pagar pode ser caro demais e tudo a minha volta BERRA que simplesmente não vale a pena.

Eu queria não acreditar que tudo o que acontece comigo é especial e diferente. Muito menos enxergar aquilo que quero enxergar. Enxergar A VERDADE, se é que existe uma única verdade.

Eu busco o não vulgar e espero não ser apenas mais uma aventura na vida de ninguém. Desejo ser a grande jornada da vida de quem quer que seja, um alguém que vai aparecer na hora certa. Ou “no lugar certo, perto da hora errada”.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Not anymore...

Um amigo-irmão-amor me disse há pouco tempo:

"You are always something else."

Anyway. I'm back.

Estou aqui só para GRITAR isso!

Em breve, novas postagens... ;)
Radha Krishna: a união da Alma com o Divino